Tradições

 

Num ambiente essencialmente caracterizado pelo convívio e hospitalidade, tendo a duração de um dia, realizam-se na freguesia vários festejos. A 25 de Julho celebra-se a festa em honra de Santiago. A Senhora de Cervães realiza-se no segundo ou terceiro domingo de Setembro. A celebração em honra de Santa Eufémia realiza-se em Fundões na Segunda-Feira de Páscoa. A 17 de Setembro vive-se o festejo em honra de São Silvestre de Casal Mondinho. São Pedro de Verona festeja-se no dia 29 de Abril e a Nossa Senhora das Necessidades de Aldeia Nova celebra-se no segundo Domingo de Outubro. No segundo Domingo de Janeiro realiza-se a festa popular da chouriça e do pé de porco, tal como reza a tradição.

Na primeira Quinta-Feira de cada mês realiza-se em Santiago de Cassurrães, no largo da Feirinha, a Feira mensal ou mercado.

No que toca aos cantares típicos da freguesia é de salientar a Canção e o Hino de Santiago de Cassurrães, cuja letra e a música são da autoria do Professor Daniel Amaral, falecido há muito, nasceu e residiu em Fundões.

 

Cantares de Santiago de Cassurrães

 

 

Hino

(Poderá ouvi-lo, numa interpretação da Tuna, na Página de entrada)

 

 Nossa alma canta

Ridente e fagueira

Nesta terra linda

Sorriso da Beira

 

Santiago de Cassurrães

Miradouro da Estrela

Fadou-te Deus para seres

Das regiões a mais bela

 

 

Canção

 

Santiago é terra boa

Santiago é terra bela

 Muita gente de Lisboa

Morre de amores por ela

 

Se fores à Beira Alta, olé

Não faltes em Santiago, olá

É terra hospitaleira

Gente mais franca não há, não há.

 

 

No que toca aos cantares típicos da freguesia, actualmente ainda se reproduzem os cantares das Janeiras e as danças carnavalescas.

No que respeita aos trajes típicos, outrora, em Santiago de Cassurrães, as mulheres usavam saias rodadas e compridas, calçavam tamancos e sobre a cabeça colocavam um lenço. Por seu turno, os homens usavam calças, coletes e chapéu.

Repleta de tradições a freguesia de Santiago de Cassurrães possui alguns provérbios, os quais passamos a transcrever.

 

Nos tempos de lazer, os habitantes de Santiago de Cassurrães vivem momentos de descontracção dedicando-se ao “fito”, à corrida de sacos, entre outros jogos típicos.

 

Jogo do Fito

 

Este jogo consiste em lançar moedas para um pequeno pino “pau” de madeira, ganhando a “mão”, a moeda que se aproximar mais do pino.

 

Corrida de Sacos

 

Nesta prática, os jogadores colocam-se dentro de um saco de sarapilheira, executando um percurso em velocidade.

 

Desde tempos remotos, os povos foram entregando-se às crenças associadas normalmente a sentimentos religiosos. Os meios rurais, mais carenciados, afastados do progresso e da eficácia científica, foram aqueles que desde se cedo adoptaram algumas crenças. Santiago de Cassurrães, enquanto freguesia da beira interior não foi excepção, assimilando várias crenças que completam o seu vasto património cultural. Passamos a transcrever algumas rezas e superstições.

 

Reza contra o mau olhado

 

Numa telha colocavam-se brasas acesas, nove bocadinhos de pão de sábado, um raminho de arruda (planta de odor desagradável utilizada nas crendices), nove pedrinhas de sal e incenso. Todos estes elementos eram levados ao lume para que se fizesse fumo. Em seguida o fumo era passado pelo animal afectado e desenhando-se uma cruz, dizia-se:

 

Deus te deu e Deus te criou

Deus te desolhe quem mal te olhou

Uma to deu e três to hão-de tirar

Que são as três pessoas da Santíssima Trindade

 

Esta prática era repetida três vezes, terminando cada uma delas com a recitação do Credo.

 

Oração das trovoadas

 

Bendito seja Deus, a flor donde Ele nasceu, a hóstia consagrada, a cruz onde Ele morreu, chagas abertas coração ferido, livrai-nos Senhor deste tal perigo.

 

Textos tirados do CD Interactivo "Portugal Século XXI - Distrito de Viseu, Segunda edição" e outros